Ubuntu-SC criado!

18/Maio/2006 by Alexandre Strube

José Vitor Lopes e Silva anunciou o grupo Catarinense de Ubuntu. Embora já houvesse um grupo criado no launchpad, não havia uma página no wiki nem uma lista de discussão.

O canal no irc.freenode.net é o #ubuntu-sc, e as reuniões são às 20:30 (gmt-3). 

Segue o e-mail do anúncio:

"Caros Colegas,

Estamos iniciando o grupo Catarinense (SC) do Ubuntu BR. Conto com o apoio de todos para divulgar o grupo aos usuários Linux Ubuntu (e demais distros, se interessados).

Site http://wiki.ubuntubrasil.org/UbuntuSC

Lista:http://listas.ubuntubrasil.org/mailman/listinfo/ubuntu-sc

Estamos a procura de um "Guru" para iluminar nossos caminhos!!

No aguardo!

José Vitor Lopes e Silva
Florianópolis/SC
http://ubuntufloripa.uocentral.com.br"

É isso aí! Vamos ver a melhor das distribuições Linux crescer também na terra onde há mais desenvolvedores de software por metro quadrado no Brasil :-)

Designer Brasileiro cria o ícone do novo instalador do Ubuntu

15/Maio/2006 by Alexandre Strube

Para quem não sabe, os cds enviados pelo shipit.ubuntu.com a partir de junho não serão mais os dois tradicionais “Live” e “Install”. Apenas o Live CD, com um novo instalador chamado Ubiquity será enviado às pessoas que o requisitarem.

Isso simplifica o gerenciamento e abaixa o custo.

Este instalador, chamado Ubiquity, está sob pesado desenvolvimento nos últimos meses, especialmente pelo Colin Watson, o Kamion do #ubuntu-devel.

Mas até agora, o instalador Ubiquity, que é a primeira coisa a se ver no desktop do Ubuntu Live, não tinha um bom ícone. [1]. Não tinha.

Antônio Claudio, o LedStyle, colunista aqui do Planeta Ubuntu, criou este ícone, e gentilmente cedeu-o ao projeto Ubuntu sob licença livre.

Parabéns, LedStyle!

[1]: https://launchpad.net/bugs/41472

Traduções direto do Rosetta para o Dapper!

12/Maio/2006 by Alexandre Strube

Martin Pitti anunciou hoje na lista ubuntu-devel:

"Olá pessoal,

a exportação das traduções do Rosetta está razoavelmente estável, então hoje eu configurei a geração e montagem dos pacotes de idiomas de forma completamente automática agora. Todos os dias lá pelas 13:00 (horário do brasil), um conjunto completo de fontes fresquinhos será construído, e .debs instaláveis serão construídos para alguns idiomas. Os mesmos estão publicados no seguinte repositório apt:

  deb http://people.ubuntu.com/~pitti/langpacks/daily/ ./
Atualmente são gerados debs de inglês, alemão, francês e espanhol.  Caso você queira algum outro idioma, me diga, eu posso adicioná-los com facilidade. Portanto, tradutores e fanáticos por atualizações, vocês podem agora obter traduções fresquinhas todo dia!

Se possível, eu gostaria de pessoas que fizessem testes - por favor, me informem sobre qualquer regressão que vocês notarem, de forma que qualquer probleminha seja resolvido o quanto antes.

Obrigado, e bom proveito!

Martin

P.S.: Está planejado o upload semanal de pacotes de idiomas para o Dapper, para maior abrangência dos testes."

OpenDocument Format vira padrão ISO 26300

4/Maio/2006 by Alexandre Strube

1 de maio de 2006: a ISO (International Standards Organisation) aprovou hoje o formato de arquivo padrão a ser usado globalmente em arquivos produzidos por aplicativos de escritório (documentos de texto, planilhas, apresentações, desenhos, etc).

Pela primeira vez na história da computação, os usuários têm a garantia de que poderão usufruir de seus dados em qualquer software compatível, tanto hoje quanto no futuro. O grande mote de um padrão aberto é que qualquer aplicação possa usá-lo.

Conforme Simon Phillips, o Chief Open Source Officer na Sun Microsystems afirma,

"Este é um momento crucial para o Movimento para o Software Livre. Uma inovação que começou aqui [no Openoffice.org] foi escrutinizada, revisada, adotada e agora endossada em seu máximo nível como um padrão/norma internacional. Agora possuímos um padrão para documentos de trabalho que é reconhecido por governos, o qual freqüentemente requerem certificação ISO."

O conjunto de aplicativos de escritório OpenOffice.org suporta completamente o novo padrão ISO/IEC 26300 (e desde a versão 2.0, suporta o formato OpenDocument, na qual a norma ISO é baseada). O Projeto, literalmente, mudou o mundo.

Louis Suarez-Potts, o gerente da Comunidade OpenOffice.org escreve,

"A aprovação pela ISO ajuda a nivelar o jogo, bem como a demonstrar claramente o que está em jogo: a SUA [do leitor] propriedade intelectual, o seu direito de usar softwares inovadores. O padrão aberto não apenas significa que sua propriedade não é mais refém da companhia criadora do aplicativo, mas também que novas aplicações, novas extensões, novas formas de fazer as coisas sejam elaboradas. O usuário só tem a ganhar."

A hora é agora, as ferramentas estão aqui, você é livre.

(nota do tradutor: tente abrir um documento gravado no velho wordstar, carta-certa, ou numa versão DOS do word. O que, não funciona mais? Ligue para a companhia que criou o software. O que, ela não existe mais? Ela existe, mas não dá mais suporte àquela versão antiga? ah….)

Sobre o OpenOffice.org

A comunidade OpenOffice.org é uma equipe supra-nacional de voluntários e contribuidores patrocinados que desenvolvem, suporta e promove o mais importante conjunto livre de softwares de escritório, o OpenOffice.org.

O OpenOffice.org suporta o Open Document Format para Aplicações de Escritório (OpenDocument), ou padrão OASIS (ISO/IEC 26300), bem como outros formatos comuns ou legados, e está disponível na maior parte das plataformas de computação em mais de 65 idiomas. OpenOffice.org está disponível sob a Licença Pública GNU (LGPL).

A comunidade OpenOffice.org reconhece o generoso patrocínio de diversas companhias, incluindo a Sun Microsystems, o fundador e contribuidor primário do Projeto.

O Projeto no Brasil encontra-se em http://www.openoffice.org.br - e por conta do curioso sistema legal brasileiro, chama-se agora BrOffice. É mantido por Cláudio Ferreira Filho, com a ajuda de inúmeros colaboradores.

Ganhe dinheiro para divulgar o Firefox!

26/Abril/2006 by Alexandre Strube

Um grupo auto-intitulado "ativistas políticos" de Massachusetts iniciaram uma agressiva campanha para migrar usuários do Microsoft Internet Explorer para o Mozilla Firefox.
A campanha, chamada Explorer Destroyer, utiliza-se de um novo programa do Google para pagar US$1,00 para cada referência ao Firefox feita através da Google Toolbar, de acordo com o site do grupo.
"Você já quer que as pessoas mudem para o Firefox. Agora é a hora de tornar isto sério" de acordo com o site. "O Google está pagando US$1,00 para cada novo usuário de Firefox que você 'indicar' … Agora você pode avançar com seus ideais, salvar as pessoas de popups e spywares infernais e ganhar dinheiro sério".
O Google não retornou os contatos para comentar a 'história', mas a gigante de busca oferece mesmo US$1,00 para cada usuário que seu site levar a baixar o Firefox com a Google Toolbar.
Confira o site da campanha: http://www.explorerdestroyer.com/

Explorer Destroyer

É possível, para quem não quer mudar o código fonte de uma página, usar o Banner simplificado do Google Adsense. Eu tenho uma conta do Google Adsense, e, de fato, existe esta campanha.

Trazendo pacotes com “outros” sistemas

19/Abril/2006 by Alexandre Strube

Às vezes, acontece de termos problemas paradoxais no Ubuntu, como precisarmos de um certo pacote para acessar a internet, mas… este pacote ESTÁ na internet. E aí, o que fazer?

A solução é simples. Consiste em:

  • Descobrir que pacote é esse
  • Descobrir as dependências
  • Anotar tudo ;-)
  • Ir para o outro sistema que tiver acesso internet e baixar os pacotes de http://packages.ubuntu.com
  • Instalá-los

Para descobrir qual pacote, a melhor solução é primeiro abrir o programa synaptic. Ele tem uma lista muito fácil de procurar.

Já para anotar as dependências, é mais simples ir para o modo texto: um apt-get install PACOTE, em geral resolve. Ele vai te mostrar quais outros pacotes precisam ser instalados JUNTO com o pacote escolhido. Mas LEMBRE-SE: alguns pacotes de drivers precisam ser compilados. Para descobrir o que precisa para compilar um pacote de driver, use o comando apt-get build-dep PACOTE. Este comando mostra as dependências necessárias para compilar o pacote. Caso isso aconteça, certifique-se também de baixar as dependências para o pacote build-essential e module-assistant.

Anotou tudo? A lista pode ser grande, dependendo do pacote. Agora vá para o sistema operacional que tiver acesso à internet (pode ser em outro computador, evidentemente), e baixe os pacotes. O lugar mais fácil para encontrá-los é em http://packages.ubuntu.com - escolha sua versão do ubuntu  e procure-os em "all packages" e baixe do site do interlegis - ele costuma ser bem desocupado.

Uma vez que você tem os pacotes no seu ubuntu, instale-os com o comando "dpkg -i –force-all *.deb" - o force-all é necessário devido ao fato de você provavelmente ter versões diferentes de um ou outro pacote que por ventura já tenham sofrido atualizações.

Bem, daí em diante o procedimento é diferente para cada driver. Não é algo simples para um artigo pequeno. Espero ter ajudado! 

Firefox 32 para o Breezy amd64

6/Abril/2006 by Alexandre Strube

Como algumas pessoas tiveram dificuldade com meu tutorial, segue um pacote do firefox32 para os amd64 (Athlon64 e intel EM64T): http://www.surak.eti.br/linux/ubuntu/deb/firefox32-preview-1.0.7-0ubuntu20.deb e segue também um link do flash para ele. Este flash deve ser instalado com o comando dpkg –force-architecture -i flashplugin-nonfree_7.0.61-1ubuntu1_i386.deb http://www.surak.eti.br/linux/ubuntu/deb/flashplugin-nonfree_7.0.61-1ubuntu1_i386.deb

 Caso o pacote apresente algum erro, por favor, me avise. (e não, eu não vou fazer pacote do firefox 1.5 - esta é a versão oficial do breezy 32 que está rodando no amd64 ;-) )

Sistemas operacionais 64-bits: vale a pena?

4/Abril/2006 by Alexandre Strube

Hoje o texto será um pouco menos técnico, mas igualmente prático.

Processadores de 64 bits são hoje uma realidade, e não apenas um sonho de futuro. Mesmo os processadores celeron atuais são capazes de executar sistemas operacionais de 64 bits. Os preços não são mais altos do que os de 32 bits, eles simplesmente os sucederam.

Coisa semelhante deverá acontecer com os processadores intel pentium 4, que, por serem mais caros, têm uma rotatividade menor, portanto ainda são encontrados em sua maioria em 32 bits no mercado brasileiro ainda.
No lado da AMD, os athlon já são 64 bits há muito tempo. Os processadores da linha Sempron, que são o antigo athlon XP, ainda são de 32 bits. Existem algumas poucas unidades encontráveis no mercado que permitem endereçamento de memória de 64 bits.

Que os processadores de 64 bits valem a pena, não há a menor dúvida. Eles permitem uma capacidade muito maior de memória, e permitem rodar os softwares do futuro, coisa um pouco mais complicada para os de 32 bits. O caso é: Vale a pena ter um sistema operacional de 64 bits hoje em dia? 

A grande questão atualmente é com os controladores de dispositivo, que nós nos referimos como Device Drivers. Vários controladores de dispositivo são disponíves apenas para sistemas operacionais de 32 bits.

O caso é especialmente emblemático no caso do Microsoft Windows. Como ele foi lançado há relativamente pouco tempo, os desenvolvedores não tiveram tempo (ou interesse) em lançar versões de 64 bits dos drivers dos seus produtos (afinal, quase ninguém usa).  A falta de drivers para o windows xp 64 é emblemática. Os próprios integradores e lojas vendem máquinas de 64 bits com o windows de 32.

No caso do Linux, a coisa muda um pouco de figura, e, incrivelmente, para melhor.

Por quê?

A explicação é simples: o Linux é software livre. Temos grande parte dos drivers desenvolvidos pela própria comunidade de software livre. Da mesma forma que, em grande parte dos casos, ter um programa rodando nos pc 64 bits é simplesmente uma questão de recompilação, assim acontece com muitos dos drivers. Outros dão algum trabalho, mas nada do outro mundo.

Existem alguns drivers, entretanto, que são problemáticos mesmo no caso do Linux. São eles exatamente os drivers proprietários, que fazem o pesadelo do xp 64.

Portanto, se você quer usar Linux mas tem um winmodem, a chance é de que você não irá conseguir usá-lo, a menos que use o driver da Linuxant - que é específico para modems conexant e é pago.

 O caso é ainda mais estranho para as placas de rede sem fio. Muitas delas não têm drivers para Linux, e usa-se uma aplicação chamada ndiswrapper que pode usar os drivers do windows - mas nesse caso, deve usar os drivers do xp-64, e você está novamente em um beco sem saída, pois a maiora das placas não tem driver nem para o windows.

Conclusão. Vale a pena usar o Linux de 64 bits? Vale. E por que não usar? Por conta de um ou outro hardware específico. Fora isso, sejam bem-vindos ao futuro!

Driver para dispositivo de vídeo Via Unichrome no Breezy 64 bits.

30/Março/2006 by Alexandre Strube

Dando continuidade ao artigo anterior, sobre modificação do X, publico aqui um resultado preliminar de alterações extensivas no X.

Este é o primeiro pacote para Breezy 64 bits que eu conheco para as placas Via que funciona em 1024×768x24 bits. Atualmente, ele não tem aceleração 3d (ainda) nem compila limpo como um pacote Debian oficial. Mas funciona.

Para quem quiser testar, o link é http://www.surak.eti.br/linux/ubuntu/deb/xserver-xorg-driver-via-preview-amd64-6.8.2.deb 

Este driver é do projeto Unichrome.sf.net sem a parte DRI. Quem quiser testar, remova o xserver-xorg-driver-via, instale este no lugar e reinicialize o X. É assim simples. Espero que seja útil! 

Alterando e recompilando pacotes no Ubuntu

24/Março/2006 by Alexandre Strube

Todo mundo fala da disponibilidade do código-fonte e das vantagens de se “alterar o que quiser” num programa, para que ele sirva às suas necessidades.

Qualquer pessoa que tenha um contato mais profundo com software em geral sabe que não é bem assim:

  • primeiro, porque os programas bem feitos são extremamente parametrizáveis, ou seja, são flexíveis o suficiente para servirem às suas necessidades sem a menor necessidade de código-fonte.
  • segundo, porque os softwares são cada dia mais complexos, e conhecer um determinado software a fundo pode ser uma tarefa de tempo integral por anos e anos.

Mas existem, entretanto, casos onde essa alteração é realmente necessária. E aí, por onde começa, e para onde vai?

Felizmente, o Ubuntu herdou do Debian suas melhores práticas em software organizado. Nenhuma outra distribuição tem um sistema tão simples e funcional de se modificar um determinado software do que aquelas baseadas em Debian e que publicam seus códigos-fonte de forma igual a este.

Vou utilizar como exemplo um software extremamente complexo e sofisticado - o Xorg. O Xorg, no Ubuntu Breezy, constitui um único arquivo-fonte que gera mais de cinquenta pacotes binários deb, que podem ser totalmente refeitos com apenas alguns comandos.

Para começar qualquer desenvolvimento de software no ubuntu, é absolutamente necessário instalar o pacote build-essential. Ele é um metapacote que instala a maior parte do que você vá precisar para compilar qualquer programa do ubuntu. Para fazê-lo, digite:

sudo apt-get install build-essential

Isso instalará um conjunto mínimo de ferramentas de desenvolvimento.

É claro que um software complexo como o Xorg não tem como dependências apenas as ferramentas básicas - uma série de outras bibliotecas é necessária para podermos compilá-lo. Para não perdermos tempo procurando como loucos este tipo de dependência, o pessoal do Debian resolveu isto de forma bastante simples. Apenas digite no terminal a linha

sudo apt-get build-dep xserver-xorg

e as dependências serão automaticamente instaladas. Agora só falta trazer o código-fonte do X!

A maioria dos computadores não tem os repositórios de código-fonte habilitados no apt-get. Mas mesmo isto é simples. Supondo que seu arquivo /etc/apt/sources.list tenha o seguinte conteúdo:

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