Posts de Abril, 2006

Ganhe dinheiro para divulgar o Firefox!

26/Abril/2006

Um grupo auto-intitulado "ativistas políticos" de Massachusetts iniciaram uma agressiva campanha para migrar usuários do Microsoft Internet Explorer para o Mozilla Firefox.
A campanha, chamada Explorer Destroyer, utiliza-se de um novo programa do Google para pagar US$1,00 para cada referência ao Firefox feita através da Google Toolbar, de acordo com o site do grupo.
"Você já quer que as pessoas mudem para o Firefox. Agora é a hora de tornar isto sério" de acordo com o site. "O Google está pagando US$1,00 para cada novo usuário de Firefox que você 'indicar' … Agora você pode avançar com seus ideais, salvar as pessoas de popups e spywares infernais e ganhar dinheiro sério".
O Google não retornou os contatos para comentar a 'história', mas a gigante de busca oferece mesmo US$1,00 para cada usuário que seu site levar a baixar o Firefox com a Google Toolbar.
Confira o site da campanha: http://www.explorerdestroyer.com/

Explorer Destroyer

É possível, para quem não quer mudar o código fonte de uma página, usar o Banner simplificado do Google Adsense. Eu tenho uma conta do Google Adsense, e, de fato, existe esta campanha.

Trazendo pacotes com “outros” sistemas

19/Abril/2006

Às vezes, acontece de termos problemas paradoxais no Ubuntu, como precisarmos de um certo pacote para acessar a internet, mas… este pacote ESTÁ na internet. E aí, o que fazer?

A solução é simples. Consiste em:

  • Descobrir que pacote é esse
  • Descobrir as dependências
  • Anotar tudo ;-)
  • Ir para o outro sistema que tiver acesso internet e baixar os pacotes de http://packages.ubuntu.com
  • Instalá-los

Para descobrir qual pacote, a melhor solução é primeiro abrir o programa synaptic. Ele tem uma lista muito fácil de procurar.

Já para anotar as dependências, é mais simples ir para o modo texto: um apt-get install PACOTE, em geral resolve. Ele vai te mostrar quais outros pacotes precisam ser instalados JUNTO com o pacote escolhido. Mas LEMBRE-SE: alguns pacotes de drivers precisam ser compilados. Para descobrir o que precisa para compilar um pacote de driver, use o comando apt-get build-dep PACOTE. Este comando mostra as dependências necessárias para compilar o pacote. Caso isso aconteça, certifique-se também de baixar as dependências para o pacote build-essential e module-assistant.

Anotou tudo? A lista pode ser grande, dependendo do pacote. Agora vá para o sistema operacional que tiver acesso à internet (pode ser em outro computador, evidentemente), e baixe os pacotes. O lugar mais fácil para encontrá-los é em http://packages.ubuntu.com - escolha sua versão do ubuntu  e procure-os em "all packages" e baixe do site do interlegis - ele costuma ser bem desocupado.

Uma vez que você tem os pacotes no seu ubuntu, instale-os com o comando "dpkg -i –force-all *.deb" - o force-all é necessário devido ao fato de você provavelmente ter versões diferentes de um ou outro pacote que por ventura já tenham sofrido atualizações.

Bem, daí em diante o procedimento é diferente para cada driver. Não é algo simples para um artigo pequeno. Espero ter ajudado! 

Firefox 32 para o Breezy amd64

6/Abril/2006

Como algumas pessoas tiveram dificuldade com meu tutorial, segue um pacote do firefox32 para os amd64 (Athlon64 e intel EM64T): http://www.surak.eti.br/linux/ubuntu/deb/firefox32-preview-1.0.7-0ubuntu20.deb e segue também um link do flash para ele. Este flash deve ser instalado com o comando dpkg –force-architecture -i flashplugin-nonfree_7.0.61-1ubuntu1_i386.deb http://www.surak.eti.br/linux/ubuntu/deb/flashplugin-nonfree_7.0.61-1ubuntu1_i386.deb

 Caso o pacote apresente algum erro, por favor, me avise. (e não, eu não vou fazer pacote do firefox 1.5 - esta é a versão oficial do breezy 32 que está rodando no amd64 ;-) )

Sistemas operacionais 64-bits: vale a pena?

4/Abril/2006

Hoje o texto será um pouco menos técnico, mas igualmente prático.

Processadores de 64 bits são hoje uma realidade, e não apenas um sonho de futuro. Mesmo os processadores celeron atuais são capazes de executar sistemas operacionais de 64 bits. Os preços não são mais altos do que os de 32 bits, eles simplesmente os sucederam.

Coisa semelhante deverá acontecer com os processadores intel pentium 4, que, por serem mais caros, têm uma rotatividade menor, portanto ainda são encontrados em sua maioria em 32 bits no mercado brasileiro ainda.
No lado da AMD, os athlon já são 64 bits há muito tempo. Os processadores da linha Sempron, que são o antigo athlon XP, ainda são de 32 bits. Existem algumas poucas unidades encontráveis no mercado que permitem endereçamento de memória de 64 bits.

Que os processadores de 64 bits valem a pena, não há a menor dúvida. Eles permitem uma capacidade muito maior de memória, e permitem rodar os softwares do futuro, coisa um pouco mais complicada para os de 32 bits. O caso é: Vale a pena ter um sistema operacional de 64 bits hoje em dia? 

A grande questão atualmente é com os controladores de dispositivo, que nós nos referimos como Device Drivers. Vários controladores de dispositivo são disponíves apenas para sistemas operacionais de 32 bits.

O caso é especialmente emblemático no caso do Microsoft Windows. Como ele foi lançado há relativamente pouco tempo, os desenvolvedores não tiveram tempo (ou interesse) em lançar versões de 64 bits dos drivers dos seus produtos (afinal, quase ninguém usa).  A falta de drivers para o windows xp 64 é emblemática. Os próprios integradores e lojas vendem máquinas de 64 bits com o windows de 32.

No caso do Linux, a coisa muda um pouco de figura, e, incrivelmente, para melhor.

Por quê?

A explicação é simples: o Linux é software livre. Temos grande parte dos drivers desenvolvidos pela própria comunidade de software livre. Da mesma forma que, em grande parte dos casos, ter um programa rodando nos pc 64 bits é simplesmente uma questão de recompilação, assim acontece com muitos dos drivers. Outros dão algum trabalho, mas nada do outro mundo.

Existem alguns drivers, entretanto, que são problemáticos mesmo no caso do Linux. São eles exatamente os drivers proprietários, que fazem o pesadelo do xp 64.

Portanto, se você quer usar Linux mas tem um winmodem, a chance é de que você não irá conseguir usá-lo, a menos que use o driver da Linuxant - que é específico para modems conexant e é pago.

 O caso é ainda mais estranho para as placas de rede sem fio. Muitas delas não têm drivers para Linux, e usa-se uma aplicação chamada ndiswrapper que pode usar os drivers do windows - mas nesse caso, deve usar os drivers do xp-64, e você está novamente em um beco sem saída, pois a maiora das placas não tem driver nem para o windows.

Conclusão. Vale a pena usar o Linux de 64 bits? Vale. E por que não usar? Por conta de um ou outro hardware específico. Fora isso, sejam bem-vindos ao futuro!